Os preços do café seguem voláteis e voltaram a registrar ganhos moderados na manhã desta sexta-feira (29).
Segundo pesquisadores do Cepea, o término da colheitano Brasil evidenciou perdas no beneficiamento e o limitado volume de produção no país. Além disso, o tarifaço dos Estados Unidos sobre as exportações brasileiras de café segue trazendo volatilidade ao mercado nacional.
De acordo com boletim do Escritório Carvalhaes, acrescente-se a esse cenário de quebra de rendimento (principalmente do arábica) os níveis historicamente baixos dos estoques de café, tanto nos países produtores como nos consumidores, e os efeitos climáticos adversos que já afastam a possibilidade de uma safra recorde em 2026.
Leia mais:
+ Cenário de muitas incertezas mantém volatilidade do mercado cafeeiro, diz analista
+ Insubstituível: Quanto tempo os EUA aguentam sem o café do Brasil?
Uma pesquisa realizada pela Reuters aponta que os contratos futuros do arábica devem cair até o final de 2025 em relação aos níveis atuais, com novas safras maiores no Brasil e no Vietnã mais do que compensando o suporte aos preços trazido pelas tarifas de Donald Trump. No entanto, se houver um acordo entre o Brasil e os EUA que isente o café de tarifas, os participantes da pesquisa preveem uma forte pressão de baixa no mercado.
Perto das 9h30 (horário de Brasília), o arábica registrava baixa de 375 pontos no valor de 384,00 cents/lbp no vencimento de setembro/25, uma alta de 55 pontos no valor de 378,05 cents/lbp no de dezembro/25, e um ganho de 35 pontos negociado por 367,30 cents/lbp no de março/26.
Já o robusta trabalhava com ganho de US$ 33 no valor de US$ 5,052/tonelada no contrato de setembro/25, uma baixa de US$ 3 no valor de US$ 4,805/tonelada no de novembro/25, e uma aumento de US$ 5 cotado por US$ 4,697/tonelada no de janeiro/26.
Previsão do Climatempo destaca que nesta sexta-feira aumenta a possibilidade de instabilidades de fraca a moderada intensidade, principalmente no fim do dia. Essas chuvas contribuirão para a reposição da umidade do solo e poderão amenizar as temperaturas máximas. Os maiores acumulados devem se concentrar no Sul de Minas Gerais, Triângulo Mineiro, Cerrado Goiano e Alta Mogiana Paulista. Durante o final de semana, o tempo volta a se abrir, mas há possibilidade de pancadas isoladas no fim do sábado.